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Rodoviárias sempre me chamam atenção, várias pessoas passando, com histórias variadas, iniciando ou terminando algo, fico curiosa com isso, nunca é um ponto de marco, mas é como um portal na vida de muitas delas, esses pensamentos sempre me levam pra longe, sempre me perco neles… No meio de um desses, fui puxada pra realidade pela voz dele, me dando um “Olá”, me ajeitei no banco de concreto, peguei minha mochila e levantei para cumprimenta-lo, minha surpresa foi o estalinho na bochecha que recebi acompanhado de um forte abraço, fazia tempo que não o via, me pegou pela mão e sem dizer uma palavra me levou para o carro e começamos um passeio que eu não sabia o destino final, mas na minha mente só tentava compreender o porquê do comportamento dele.
O silêncio foi quebrado só para ele constatar que nunca havia dirigido como realmente gostava comigo no passageiro e perguntou se eu queria o ver fazer isso, disse que sim com um aceno de cabeça e logo a velocidade aumentou e os movimentos do carro se tornaram mais ousados, aquilo foi divertido, me desanuviou, mas depois de pouco tempo paramos do nada, minha mente rodava pra entender e só voltei a acordar com ele abrindo a porta do carro, ficou ali me olhando, eu sai e encostei no carro. Ele se aproximou e me beijou com libido, suas mãos percorriam meu corpo e me puxavam pro dele.

 

Não tinha mais controle nem do meu corpo e nem da minha mente, fui me entrelaçando a ele, sentido o corpo dele no meu, sua barba roçando no meu peito, enquanto suas mãos deslizavam pela minha cintura e voltavam me arranhando, só paramos quando uma sinalera de bicicleta soou e rimos daquilo.

Voltamos para o carro, os vidros abafados nos escondiam, retomamos os toques, um pouco atrapalhados pelo pouco espaço, logo eu estava nua e ele sem camisa e com a calça e cueca abaixadas, seu corpo sobre o meu, as estocadas ficavam por seu movimento de quadril, com minhas pernas entrelaçava seu corpo para uma penetração maior, nossas respirações rápidas e fortes embaçavam cada vez mais o vidro, nossos sentidos mais aguçados pela adrenalina, só parávamos quando havia algum sinal de vida além do vidro.

Uma luz surgiu e não desapareceu num feixe como os outros carros que passaram, paramos, ele foi pra o banco do motorista, me cobriu com sua jaqueta de couro e subiu suas calças, quando a luz se aproximou vimos dois homens surgirem e irem pra calçada. Depois que reparamos que eram lixeiros, rimos e terminamos de nos vestir. Malditos lixeiros ninja, não conseguimos ver seus movimentos! Mas acho que eles não viram os nossos…

 

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