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Se você está lendo um blog chamado Sexo & Rock n Roll, deve ser porque você gosta de rock, estou errado? Ou então você tá aqui porque clicou num link na brodagem, mas vamos fingir que foi porque você tem bom gosto.

Pois bem, o mundo como você conhece só é assim porque, um dia, Chuck Berry tava lá, compondo umas coisas e seu primo apareceu com uma ideia genial teve um estalo:

httpv://www.youtube.com/watch?v=S1i5coU-0_Q

Tudo bem que essa não foi a primeira música do cara, mas é a mais famosa. A primeira foi, na verdade Maybellene. Só que Maybellene não é uma música original. Ela foi adaptada de uma música chamada Ida Red, tocada por Roy Acuff. Na verdade, quem pensou em adaptar Ida Red foi Leonard Chess, que era dono da Chess Records. Ele viu ali uma oportunidade de expandir mercado, já que a área de rhythm and blues tava saturada e tal, e nada como uma novidade pra trazer uma galera pra baixo da sua asa e tal. E vocês ae pensando que o nascimento do rock tinha sido algo puro, natural e imaculado, hein?

Mas divago. Depois de Maybellene, de 1955, Berry veio com uma tal de Roll Over Beethoven, que viria a se tornar um clássico, e ajudar a estabelecer Chuck como rei do rock [Nada contra o Elvis, mas o Chuck Berry escrevia suas próprias músicas. Sem contar que o Elvis não é tão rock, mas isso é assunto pra outra hora]. Olha Escuta essa intro:

httpv://www.youtube.com/watch?v=32C703sNwyw3

E você ae, achando que Beatles era rock. Por favor. Roll Over Beethoven soa mais rock ‘n’ roll do que muita coisa de hoje em dia, inclusive. Mas eu divago novamente, isso que dá botar nego com DDA pra escrever. E não podemos deixar de lembrar que Roll Over Beethoven entrou pro Top 100 da Billboard na posição 29 [Não graças ao lado B do single, Drifting Heart, que parece música de cassino]. A desgraçada é tão boa que teve covers feitos por gente feito Jerry Lee Lewis, Margaret Lewis, Electric Light Orchestra, Mountain, Ten Years After, Raul Seixas, Leon Russell, Status Quo, The Rolling Stones, The Byrds, The 13th Floor Elevators, The Sonics, Wes Paul, Gene Vincent, Quartz, Johnny Winter, Uriah Heep, Kickhunter, Johnny Rivers, M. Ward, Iron Maiden e os próprios Beatles. Pouco importante a canção, hein?

Depois disso, Chuck ainda lançou Rock and Roll Music e a já citada Johnny B. Goode, ambas tendo sido incluidas, juntamente com Maybellene, na lista de 500 Songs That Shaped Rock and Roll [500 músicas que moldaram o rock and roll] do Rock and Roll Hall of Fame.

httpv://www.youtube.com/watch?v=0XSaKQlBZuE

Claro que isso não foi o único legado de Chuck Berry. Johnny B. Goode foi a música mais conhecida a ser incluida na Voyager Golden Record, basicamente um registro de sons e imagens terrestres [E não só músicas humanas], entre outras coisas menos importantes, como a origem da espaçonave e uma pequena parcela do conhecimento humano.

Mas como ninguém lembra da Voyager mais, fizeram uma estátua de 2,4m de Chuck em St. Louis, numa espécie de calçada da fama local [E privada, mas o que vale é a intenção]. Sem contar as inúmeras listas em que Chuck ou suas músicas aparecem, ou o tanto de gente que fez cover delas.

httpv://www.youtube.com/watch?v=I8JULmUlGDA

E como se não bastassem as músicas, Chuck Berry também influenciou o estilo de vários guitarristas, sendo sempre lembrado como um dos maiores. Gente como Keith Richards diz ter sido Chuck quem o fez querer tocar guitarra, e Ted Nugent afirmou:

If you don’t know every Chuck Berry lick, you can’t play rock guitar.

A tradução seria algo como: Se você não sabe cada base de Chuck Berry, você não pode tocar rock na guitarra.

Infelizmente, desde 1979 Chuck não grava um álbum. Mas, provavelmente, a maior influência visível de Chuck seja mesmo seus passos. Seja graças ao duck walk, ou aqueles pulos em uma perna só que o McFly copiou [Mas não só por isso], Chuck Berry é um ícone, e seu apelido de pai do rock não é a toa.

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